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PBH tem R$ 1 bilhão em caixa mas deixa obras paradas PDF Imprimir E-mail
Por Léo Quintino   
Dom, 29 de Janeiro de 2012 08:05

Complexo esportivo no bairro São Salvador teve as obras paralisadas pela PBH

Dinheiro daria para construir o Hospital do Barreiro, despoluir a Pampulha e implantar o BRT na Pedro II e Carlos Luz

Empresário bem-sucedido, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) levou para a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) os preceitos da administração privada. Estabelecimento de metas, premiação por produtividade e “lucro”. Nos três primeiros anos de seu mandato, Lacerda fez o montante de dinheiro da prefeitura aplicado em bancos saltar de R$ 492 milhões, em 2008, para R$ 1 bilhão em 2011.

Entretanto, o dinheiro que está investido em aplicações financeiras poderia ter outra destinação, que não fosse render dividendos. Se fosse investido em intervenções urbanas, poderia tirar do papel obras que há anos embalam os sonhos dos belo-horizontinos. Os números estão disponíveis no site da transparência da administração municipal.

No fim de 2008, no último ano de mandato do ex-prefeito e atual ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), a PBH, entre recursos disponíveis nos bancos, aplicações financeiras e outros ativos financeiros, tinha exatos R$ 492.304.878,15. No ano seguinte, o montante caiu um pouco, alcançando a cifra de R$ 423 milhões. Em 2010, os valores pularam para R$ 733 milhões.

O balanço de 2011, publicado no sábado (28) no Diário Oficial do Município (DOM) mostra que estão disponíveis em bancos para a prefeitura exatos R$ 1.011.406.495,60. Coincidentemente, no mesmo período em que se viu o aumento do dinheiro da prefeitura investido em bancos, houve a redução do montante aplicado na rubrica “obras e instalações”, como mostra os relatórios comparativos de despesa autorizada pela realizada, disponível no site da prefeitura.

Em 2009, estavam previstos na dotação orçamentária R$ 1,6 bilhão de investimentos. Com suplementações e anulações de investimentos, a prefeitura autorizou o investimento de R$ 1,3 bilhão em obras. No entanto, foram efetivamente gastos R$ 720 milhões. Com isso, ficou no caixa da prefeitura R$ 613 milhões.

Em 2010, o procedimento se repetiu. O orçamento municipal previa R$ 1,5 bilhão para obras – foram autorizados R$ 1,1 bilhão em investimentos – e só foram gastos em intervenções R$ 486 milhões. “Sobraram” para o caixa da prefeitura R$ 525 milhões, e para os belo-horizontinos, obras a fazer por toda a cidade.

O R$1 bilhão em aplicações financeiras que a prefeitura mantém em bancos seriam suficientes para realizar pelo menos três obras de grande porte na capital. A primeira delas seria o Hospital Metropolitano do Barreiro. Orçado em R$ 150 milhões, o hospital está sendo construído em regime de parceria público-privada. Parada por alguns meses, a obra deve ser retomada em breve. Outra possibilidade seria a despoluição da Lagoa da Pampulha, estimada em R$ 200 milhões – R$ 120 milhões para retirar todo o esgoto dos córregos que abastecem o reservatório e R$ 80 milhões para remover 500 mil metros cúbicos de lama.

A terceira possibilidade seria construir o BRT nas avenidas Pedro II e Carlos Luz, ao custo de R$ 153 milhões. Em 2010, a prefeitura informou que desistiu da obra por falta de recursos. Juntas, as três obras custariam aos cofres públicos R$ 500 milhões.

Os R$ 500 milhões restantes poderiam ser investidos nas obras do Orçamento Participativo, que não saíram do papel. Como a obra de um complexo esportivo no São Salvador. Aprovado em 2008, a obra começou a ser feita no fim de 2011e deve ser concluída neste ano.
Fonte: Jornal Hoje em Dia - 29/01/2012

Última atualização em Dom, 29 de Janeiro de 2012 08:18
 
PBH deixa de convocar mais de 3 mil concursados PDF Imprimir E-mail
Por Léo Quintino   
Sex, 27 de Janeiro de 2012 07:33

Um dia depois de o Estado de Minas mostrar que a Prefeitura de Belo Horizonte negociava com a Câmara Municipal a aprovação de um projeto de lei que prevê a criação de 52 cargos para preenchimento sem concurso público, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) determinou a retirada de tramitação da matéria.

O Executivo divulgou uma nota ontem anunciando a decisão. O “cabidão” custaria R$ 3.158.954,81 por ano aos cofres públicos. As vagas, que seriam para abrigar aliados de políticos, integravam proposta de criação do plano de carreira da Guarda Municipal.

Curiosamente, a decisão foi comunicada depois de a reportagem questionar a prefeitura sobre a possibilidade de convocar aprovados em concurso público, feito em agosto de 2010 e com validade de dois anos, para ocuparem os 52 cargos previstos no projeto.

Última atualização em Sex, 27 de Janeiro de 2012 07:46
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Marcio Lacerda sanciona criação de doze vagas na Câmara Municipal sem concurso PDF Imprimir E-mail
Por Léo Quintino   
Qua, 25 de Janeiro de 2012 09:55

Depois de vetar o reajuste dos vereadores, prefeito decidiu acatar proposta com salários de até R$ 9 mil para organizadores de eventos.

Os vereadores de Belo Horizonte não conseguiram emplacar o aumento de 61,8% para a próxima legislatura, mas pelo menos garantiram a validação de uma lei que cria uma diretoria de eventos com cargos de indicação, valendo salários de até R$ 9 mil na Câmara Municipal.

O texto sancionado nesta quarta-feira e publicado no Diário Oficial do Município (DOM) prevê um gasto anual de R$ 1.162.578,33, para pagar por 12 vagas sem concurso público. O valor é um terço dos R$ 3.532.382,40 que custariam, também anualmente, os novos salários dos 41 parlamentares.

Última atualização em Qua, 25 de Janeiro de 2012 10:11
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Veto ao reajuste para vereadores economizará R$ 14,1 milhões PDF Imprimir E-mail
Por Léo Quintino   
Ter, 24 de Janeiro de 2012 13:22

A pressão da população falou mais alto e o prefeito Marcio Lacerda (PSB) decidiu vetar o reajuste de 61,8% para os 41 vereadores a partir de 2013. A decisão foi comunicada na manhã dessa segunda-feira aos parlamentares e, conforme antecipou com exclusividade o Estado de Minas na edição de sexta-feira, o prefeito se valeu de argumentos técnicos.

A Procuradoria Geral do Município entende que os termos do projeto são inconstitucionais e, juridicamente, o salário da Câmara não pode ser estabelecido em percentuais diretamente vinculados aos vencimentos dos deputados estaduais.

Última atualização em Ter, 24 de Janeiro de 2012 13:32
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Edinho do açougue aluga galpão com verba da Câmara PDF Imprimir E-mail
Por Léo Quintino   
Seg, 23 de Janeiro de 2012 16:21

Notas entraram na conta "escritório de representação", mas galpão está fechado

O vereador Edinho Ribeiro (PTdoB), corregedor da Câmara de Belo Horizonte, tem utilizado parte da verba indenizatória para alugar um galpão que serve de depósito para cadeiras velhas.

Os R$ 1.150 mensais de aluguel são computados na rubrica "escritório de representação parlamentar", mas, segundo apurou a reportagem de O TEMPO, o vereador nunca utilizou o espaço para atender eleitores.

O galpão fica nos fundos de uma casa em frente ao antigo açougue de Edinho, no bairro São Bernardo, região Norte da capital. Na vizinhança, moradores e comerciantes dizem desconhecer a existência de um escritório do vereador além de seu gabinete na Câmara Municipal.

O aluguel é pago desde junho do ano passado. No primeiro mês, a locação saiu por R$ 805. Nos seguintes, por R$ 1150, totalizando R$ 7.705 em 2011.

Última atualização em Seg, 23 de Janeiro de 2012 16:28
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