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A perda do sentimento PDF Imprimir E-mail
Seg, 23 de Junho de 2008 15:02

Por Léo Quintino,  coordenador.

Ruas esburacadas, quase intrafegáveis, esgoto a céu aberto, ausência de transporte coletivo e posto de saúde. Em pleno século XXI, na era da informática, essa realidade ainda perdura em alguns pontos da Belo Horizonte. Nada de internet, TV a cabo ou trânsito intenso, o que se vê em alguns cantos da cidade parece ser o retrato de um “interior” que ainda vive no século XX.

São comunidades marginalizadas, situadas na periferia, como lembra o cientista político e professor Hermílio Santos, “à margem, seja geograficamente – em habitações precárias –, seja à margem do acesso aos bens públicos como também privados, ou ainda à margem do reconhecimento pelos demais membros da sociedade”.

Essas comunidades estão pentinho da “sociedade”, logo ali nos bairros Tupi, São Bernardo, Águas Claras, Santa Rita, Independência ou em tantos outros locais espalhados pelos cantos de BH. Nas comunidades onde a ONG atua percebe-se, de maneira geral, uma perda do sentimento de comunidade, vê-se um cenário onde as pessoas não ajudam, nem se unem e, nesse sentido, os moradores perdem individualmente e coletivamente. 

Por um lado, essa falta de união atrapalha o exercício da cidadania e por outro pode ser considerada conseqüência da precariedade do exercício da cidadania. Existe uma crença por parte considerável de estudiosos sobre cidadania como algo exercido exclusivamente em conexão a instâncias publicamente reconhecidas. Entretanto, a cidadania pode e deve ser considerada nas interações cotidianas da comunidade.

Para isso, é muito importante a percepção do outro, ou seja, do vizinho, por exemplo, como pessoa diferente de você, mas com interesses em comum, como na melhoria da rua, do transporte, da saúde ou da convivência em geral. Isso não quer dizer, é claro, que você tenha que aceitar o outro. Porém, num dado momento, você pode se unir ao outro para resolver um problema individual, só que de forma coletiva.

Última atualização em Ter, 31 de Março de 2009 13:26
 
Milésima obra do OP é inaugurada com 9 anos de atraso PDF Imprimir E-mail
Por Quintino   
Sex, 12 de Dezembro de 2008 09:12

A milésima obra do Orçamento Participativo (OP) foi entregue ontem aos moradores do Bairro Mantiqueira, em Venda Nova, como presente de aniversário de 111 anos de BH, celebrado hoje. Depois de 15 anos de iniciado o projeto da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a reforma de 570 metros da Rua Maria de Lourdes da Cruz, entre as ruas Antônio Rodrigues Almeida e José Felix Martins, levou nove anos para ficar pronta e é considerada um marco para a administração municipal. No entanto, como mostrou a edição de segunda-feira do Estado de Minas, outras 116 obras já escolhidas pela população continuam paradas.

Segundo o secretário municipal de Políticas Urbanas, Murilo Campos Valadares, desde a implantação do OP, em 1993, quando a prefeitura estava sob gestão do hoje ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, foram investidos R$ 961 milhões em novos empreendimentos. “A cidade pôde contar com um mecanismo participativo democrático e de planejamento para a cidade”, afirmou, antes de entregar ao prefeito um caderno com o mapeamento das 1 mil obras da cidade.

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Fim das sacolas plásticas em BH PDF Imprimir E-mail
Por Quintino   
Ter, 23 de Dezembro de 2008 07:18

Os estabelecimentos privados e os órgãos e entidades do poder público de Belo Horizonte estão sendo incentivados a substituir as embalagens plásticas pelo uso da sacola e do saco de lixo ecológicos, conforme determinação do decreto 13.446, publicado no Diário Oficial do Município, no último sábado. 

O decreto regulamenta a lei 9.529, de 27 de fevereiro de 2008, de autoria do vereador Arnaldo Godoy.
Segundo o parlamentar, a lei tenta frear a “plasticomania”, um vício da sociedade atual e que faz com que 10% do lixo produzido em Belo Horizonte seja de sacolas plásticas. “Esse tipo de embalagem dificulta a compactação do lixo no aterro sanitário e a degradação pelo natureza”, diz.

De acordo com a nova legislação, saco de lixo ecológico é aquele confeccionado em material biodegradável ou reciclado. A sacola ecológica é aquela antiga de tecido ou plástico, do tipo retornável, e também pode ser fabricada com o mesmo material do saco.

Última atualização em Ter, 23 de Dezembro de 2008 07:45
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Famílias carentes terão apoio técnico antes da construção PDF Imprimir E-mail
Por Quintino   
Seg, 12 de Janeiro de 2009 08:22

Lei atribui ao município obrigação de conceder assessoria de engenheiro.
Objetivo é evitar tragédias durante a chuva; em BH, 70% das casas têm construções irregulares.

Cerca de 70% dos imóveis residenciais na capital são construídos sem o acompanhamento de engenheiros e do município porque os proprietários não entram com pedido de alvará de construção, segundo estimativa da prefeitura. Essa realidade pode ser mudada por uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 24 de dezembro. A norma define que os municípios deverão garantir assistência técnica gratuita de engenheiros e arquitetos a famílias com renda de até três salários mínimos para a construção de casas com até 60 metros quadrados.

Última atualização em Seg, 12 de Janeiro de 2009 08:48
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Casarões abandonados no centro de BH PDF Imprimir E-mail
Por Quintino   
Qua, 11 de Fevereiro de 2009 07:34

Um dos principais acessos à capital oferece a visitantes e moradores uma visão que mistura vandalismo e abandono. Cidadãos se queixam da prefeitura, que reclama de donos de imóveis

Ela é imponente, tem nome do maior rio do país e é um dos corredores urbanos mais importantes de Belo Horizonte. Apesar disso, a Avenida Amazonas guarda um lado obscuro, misto de descaso, vandalismo e descompasso com a modernidade. O Estado de Minas percorreu os 9,2 quilômetros da via na capital e identificou inúmeros problemas e reclamações. Casarões abandonados, pedaços de concreto que imitam ponto de ônibus e o desrespeito estampado em forma de pichações na maior parte dos imóveis compõem o retrato de decadência em um dos principais acessos à capital.

Pela avenida que liga a capital a Contagem, na região metropolitana, passam mais de 100 mil veículos por dia. Pelas janelas, motoristas e passageiros avistam casas abandonadas, muitas com cerca de 100 anos, que resistem ao descaso e insistem em continuar de pé, de uma forma que incomoda também vizinhos e pedestres. Na altura do Barro Preto, Região Centro-Sul de BH, seis imóveis, cinco deles comprados pelo Colégio Santo Agostinho, servem não para enfeitar a cidade com imponência e prestígio, mas para abrigar desde cães até ratos. Na maior parte desses casarões há apenas parte dos telhados. Mesmo assim, um morador de rua aproveitou e fez de um deles seu abrigo.

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