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Feijão sobe mais de 22% em junho PDF Imprimir E-mail
Qui, 03 de Julho de 2008 14:10
Alimento castiga consumidor em BH
A inflação em Belo Horizonte atingiu 0,52% em junho. Essa foi a variação apurada no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Fundação Ipead/UFMG, que mede o comportamento dos gastos de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Ao contrário do que ocorreu no início do Plano Real, quando os alimentos funcionaram como a âncora verde que segurou a escalada de preços, beneficiando a camada mais pobre da população, feijão, arroz, carne e leite assumiram o papel de vilões da carestia eeste ano. Com isso, a cesta básica do belo-horizontino subiu num patamar muito maior do que o da própria inflação, variando 3,36%, em comparação com maio. Nos seis primeiros meses do ano, o arroz registrou um aumento de preços de 39,21% na capital mineira. O preço médio do feijão, que no ano passado ficou 162,59% mais alto, recuou timidamente em 5,97% no primeiro primeiro semestre, mas o carioquinha disparou e subiu 22,05% só em junho. No mesmo período (janeiro a junho), as carnes bovinas ficaram 4,66% mais caras e o leite, 7,82%.

Apesar desse resultado, a inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na passagem da terceira para a quarta semana de junho. O maior recuo foi verificado no Rio de Janeiro, onde o indicador passou de 0,88% para 0,65%. Em Belo Horizonte, o índice saiu de 0,41% para 0,36%, levando a capital mineira a apontar a menor taxa entre as capitais no período. A desaceleração na velocidade de aumento de preços medida pela FGV foi puxada pelo recuo da inflação dos alimentos no período. Na média entre as capitais, os alimentos subiram 1,85% no fechamento de junho, na terceira queda consecutiva da taxa. Na coleta encerrada em 22 de junho, tinham registrado alta de 2,24%.

De acordo com Wanderley Ramalho, diretor-adjunto do Ipead, a inflação que hoje se vê no Brasil é preocupante, mas não alarmante. “A inflação atual é um fenômeno mundial, não se restringe ao Brasil. O que preocupa é que ela atinge de maneira mais forte as camadas de menor poder aquisitivo da população, que não têm meios de se defender do aumento de preços”, diz. De fato, em junho os preços do feijão carioquinha subiram 22,05%, os do arroz 6,66% e os do frango 6,39%. Somente os produtos de elaboração primária, como carne, leite, arroz e feijão variaram 6,89% no mês passado em comparação com maio, informou a Fundação Ipead. O valor da cesta básica, que representa os gastos de um trabalhador adulto com alimentação, subiu para R$ 229,40 no mês passado. Nesse caso, o feijão carioquinha também se apresenta como vilão, contribuindo em 2,09 pontos percentuais para uma variação de 3,36% no índice global. A inflação em Belo Horizonte atingiu 0,52% em junho. Essa foi a variação apurada no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Fundação Ipead/UFMG, que mede o comportamento dos gastos de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Ao contrário do que ocorreu no início do Plano Real, quando os alimentos funcionaram como a âncora verde que segurou a escalada de preços, beneficiando a camada mais pobre da população, feijão, arroz, carne e leite assumiram o papel de vilões da carestia eeste ano. Com isso, a cesta básica do belo-horizontino subiu num patamar muito maior do que o da própria inflação, variando 3,36%, em comparação com maio. Nos seis primeiros meses do ano, o arroz registrou um aumento de preços de 39,21% na capital mineira. O preço médio do feijão, que no ano passado ficou 162,59% mais alto, recuou timidamente em 5,97% no primeiro primeiro semestre, mas o carioquinha disparou e subiu 22,05% só em junho. No mesmo período (janeiro a junho), as carnes bovinas ficaram 4,66% mais caras e o leite, 7,82%.

Apesar desse resultado, a inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na passagem da terceira para a quarta semana de junho. O maior recuo foi verificado no Rio de Janeiro, onde o indicador passou de 0,88% para 0,65%. Em Belo Horizonte, o índice saiu de 0,41% para 0,36%, levando a capital mineira a apontar a menor taxa entre as capitais no período. A desaceleração na velocidade de aumento de preços medida pela FGV foi puxada pelo recuo da inflação dos alimentos no período. Na média entre as capitais, os alimentos subiram 1,85% no fechamento de junho, na terceira queda consecutiva da taxa. Na coleta encerrada em 22 de junho, tinham registrado alta de 2,24%.

De acordo com Wanderley Ramalho, diretor-adjunto do Ipead, a inflação que hoje se vê no Brasil é preocupante, mas não alarmante. “A inflação atual é um fenômeno mundial, não se restringe ao Brasil. O que preocupa é que ela atinge de maneira mais forte as camadas de menor poder aquisitivo da população, que não têm meios de se defender do aumento de preços”, diz. De fato, em junho os preços do feijão carioquinha subiram 22,05%, os do arroz 6,66% e os do frango 6,39%. Somente os produtos de elaboração primária, como carne, leite, arroz e feijão variaram 6,89% no mês passado em comparação com maio, informou a Fundação Ipead. O valor da cesta básica, que representa os gastos de um trabalhador adulto com alimentação, subiu para R$ 229,40 no mês passado. Nesse caso, o feijão carioquinha também se apresenta como vilão, contribuindo em 2,09 pontos percentuais para uma variação de 3,36% no índice global.