Blog Léo Quintino
| Ônibus que pedem socorro |
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| Qui, 26 de Junho de 2008 11:36 |
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Empresa que cumpre trajetos na capital e em duas cidades da Grande BH adota sistema inovador que denuncia pelo letreiro externo atos de vandalismo e assaltos a coletivos O comportamento de torcedores que quebram os ônibus em dia de jogos no Mineirão será denunciado no letreiro dos coletivos que partem e chegam a Santa Luzia, na Grande BH, com mensagem do tipo: “Ônibus sendo depredado. Ligue 190”. A ação será adotada por um grupo de transporte da cidade, responsável por 320 ônibus que cumprem itinerário no município da Grande BH e fazem a ligação com a capital, passando por corredores movimentados, como as avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado. Cerca de 60 ônibus da empresa passam próximo ao Mineirão e, segundo a assessora técnica Simone Almeida Mitraud, pelo menos 10% precisam ser reparados depois das partidas. “Queremos usar o sistema já no próximo jogo importante”, afirma. Há uma semana, a empresa estreou um projeto-piloto com 60 coletivos que fazem cinco linhas com percurso em Santa Luzia, Belo Horizonte e Contagem. Caso haja alguma ocorrência policial no veículo, é exibido no painel eletrônico que normalmente mostra origem e destino um pedido de socorro: “Polícia, assalto. Socorro, assalto. Ligue 190.” Até o fim do ano, o sistema será estendido a todas as linhas da companhia. No ano passado, foram 60 assaltos só na região do Bairro São Benedito, onde vivem mais de 160 mil pessoas e de onde parte a maioria dos carros com letreiros especiais. Depois da instalação de câmeras de vídeo no ônibus, há menos de um ano, o número caiu, mas, mesmo assim, de janeiro a junho houve 10 assaltos na área. Por enquanto, o sistema só foi acionado como demonstrativo, para espanto do porteiro Egmar Maia Silva. “É esquisito, mas quem sabe funciona?” Ele mora em Ribeirão das Neves, na região metropolitana, e vai trabalhar todos os dias no Bairro São Benedito. Silva garante que será um dos colaboradores da polícia, caso passe por ele um ônibus com o pedido de socorro. O cobrador Marcos Justiniano Martins, de 23 anos, já foi assaltado em seus nove meses no cargo. Ele aprovou o sistema, mas teme retaliações. “Melhor só o letreiro mesmo, sem responsabilidade do motorista.” A empresa preferiu não detalhar o funcionamento do sistema por segurança. A iniciativa foi sugerida pela Polícia Militar (PM) e desenvolvida por técnicos da própria empresa, adaptando a metodologia já usada para incluir mensagens nos letreiros. Antes de iniciar a operação, foram seis meses de reuniões com policiais para definir um plano de ação. Na traseira dos ônibus, os bem e mal intencionados lêem a mensagem: “Atenção, você está sendo monitorado. Este veículo participa da rede de proteção ao transporte coletivo.” O capitão da PM Luiz Henrique de Souza Magalhães revela que todos os funcionários da empresa receberam treinamento para agir em casos de violência. “Uma ocorrência que demorava meia hora para chegar até nós agora chegará em cinco minutos.” Segundo outro capitão, Wilmar Ferreira da Silva, a idéia é estender a proposta para qualquer interessado. “Mas é preciso ficar claro que dependemos muito da população, que deve nos ajudar e ligar para a polícia.” NEVES O próximo alvo da empresa é a região de Justinópolis, em Ribeirão das Neves. Até o fim do ano, as 32 linhas que atendem a localidade trarão alertas sobre assaltos e outras ocorrências. “Lá também temos casos de violência e só dependemos de combinar um cronograma com a PM da cidade”, disse a assessora Simone Mitraud. O DER informou que a iniciativa é isolada e que não há previsão para implantação em outros ônibus que fazem transporte intermunicipal. |
| Última atualização em Sex, 27 de Junho de 2008 18:38 |



O comportamento de torcedores que quebram os ônibus em dia de jogos no Mineirão será denunciado no letreiro dos coletivos que partem e chegam a Santa Luzia, na Grande BH, com mensagem do tipo: “Ônibus sendo depredado. Ligue 190”. A ação será adotada por um grupo de transporte da cidade, responsável por 320 ônibus que cumprem itinerário no município da Grande BH e fazem a ligação com a capital, passando por corredores movimentados, como as avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado. Cerca de 60 ônibus da empresa passam próximo ao Mineirão e, segundo a assessora técnica Simone Almeida Mitraud, pelo menos 10% precisam ser reparados depois das partidas. “Queremos usar o sistema já no próximo jogo importante”, afirma. 
