Blog Léo Quintino
| Plano funerário ilude população carente |
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| Dom, 21 de Agosto de 2011 14:03 |
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Uma empresa cobra dos mais pobres – de preferência analfabetos, mais velhos e sem qualquer tipo de informação – valores que variam entre R$ 10 e R$ 30, dependendo do município, a título de plano funerário. Não há contrato, apenas a confiança do miserável de que, ao morrer, vai receber um buraco de sete palmos, um caixão e em alguns casos uma galinha (viva), que será entregue à família como “merenda” para o velório. A única garantia dos adeptos desse plano, disseminado em toda a zona rural da região, carente de água e de emprego, é um carnezinho azul cor do céu com nuvens brancas. Lá, aparece o nome do beneficiário e o da Funerária Teófilo Otoni, que também responde pelo nome fantasia de Serviços Sociais Teófilo Otoni. É a maior prestadora de serviços dessa natureza e já atua em 27 municípios do estado e dois no interior da Bahia. A captação de clientes é feita, muitas vezes, diretamente nos hospitais públicos
A reportagem pediu para ver o contrato assinado por ela com a funerária . Dona Maria trouxe um carnê com seu nome inscrito a caneta e um número. Só. Nenhum papel a mais. “Só tenho isso”, conta dona Maria, que não sabe ao certo quais são seus direitos caso ela ou alguém da família venha a falecer. E pior: não existe nenhum documento por escrito de que suas filhas maiores também aderiram ao plano. Como acontece com os outros tipo de seguro, controlados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), uma autarquia do Ministério da Fazenda. O Congresso tem proposta para regular o setor, mas elas ainda estão no papel. Enquanto isso, muitos consumidores podem ser lesados em um dos momentos mais difíceis da vida: a morte. |
| Última atualização em Dom, 21 de Agosto de 2011 14:20 |



Araçuaí, Itaobim, Ponto dos Volantes, Teófilo Otoni e Virgem da Lapa – Em duas das regiões mais pobres do país, o Vale do Mucuri e o Vale do Jequitinhonha, o negócio da morte é próspero.
