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O primeiro emprego com carteira assinada é o sonho de muitos jovens, mas o mercado dificulta o ingresso de quem tem pouca ou nenhuma experiência. Uma alternativa para quem procura uma fonte de renda é desenvolver o negócio próprio. Especialistas indicam: quanto mais cedo o empreendedor começar o negócio, maiores são as chances de sucesso.
Aideiaécompartilhada pelo professor de empreendedorismo do colégio Cotemig, Marcos Paulo Souza e Silva. "O empreendedorismo depende de tempo, o quanto antes o aluno tiver acesso à informação, mais fácil será desenvolver a cultura empreendedora", afirma.
Aos 18 anos, Frederico Augusto Silva dos Santos já estáenvolvidocomumprojeto para uma feira de tecnologiaem BeloHorizonte. Ele e o sócio Livingsthon Jesse Duarte, de 19 anos, aproveitaram a oportunidade da feira e decidiram abrir uma empresa de informática. E, logo no início eles tiveram a motivação testada, depois de um imprevisto. "A feira de tecnologia foi cancelada por alguns problemas, mas mesmo assim a gente seguiu com o projeto", lembra Frederico.
Com o objetivo bem traçado eles reuniram todas as forças na empresa. Um ano depois eles já comemoravam o sucesso do empreendimento. Santos conta que estão reformando a sala de trabalho, para melhor atender a cartela de clientes fixos que a empresa prospectou. Segundo o empreendedor, no começo, eles não tinham dinheiro para investir nem capital de giro, mas contaram com o apoio familiar. "Minha mãe e meu padrinho tinham uma empresa de informática. Eles ficaram dez anos no ramo e migraram para a área de engenharia. Os antigos clientes deles ligavam para empresa solicitando serviço e eles diziam que não trabalhavam mais com informática e indicavam a nossa empresa", explica.
SALA DE AULA De olho nessa tendência, o colégio Cotemig ministra a disciplina de empreendedorismo para alunos do 3º ano do ensino médio desde 2002. Durante as aulas, os estudantes são orientados sobre todo o processo de criação de uma empresa. Da pesquisas de mercado, planejamento de marketing, avaliação estratégica até a educação financeira.
Os estudantes do colégio também são incentivados a aplicar esses conhecimentos. Matthaus Melo Schall Lopez Vizuete, de 19 anos, aluno da instituição, criou com outros colegas um projeto voltado para o gerenciamento de parques e unidades ambientais. Apósaconclusãodotrabalho, oprojetoelaboradofoiexecutado no parque ecológico da Pampulha. "Reunimos o grupo e fizemos uma pesquisa de mercado para ver qual a área com maior demanda de mão-de-obra. Definimos, através da análise da pesquisa, que o foco do projeto seria a questão ambiental" explica o aluno. O grupo desenvolveu um programa de computador para gerenciar as atividades do parque. O software de gestão foi denominado de "Echo Sistema" e o principal objetivo é diminuir o consumo de papel utilizado nas atividades administrativas do Parque. O projeto foi premiado em uma feira de tecnologia ocorrida em 2009. "A conquista do prêmio foi gratificante porque significou reconhecimento à tecnologia e à pertinência da proposta, voltada para o meio-ambiente e a sustentabilidade", destaca Vizuete.
Mercado Especialista diz que tendência é ser autônomo Matthaus Melo Schall Lopez Vizuete, de 19 anos, depois de fazer um estágio em uma empresa de Belo Horizonte, o estudante foi contratado e, atualmente, trabalha com carteira assinada. Porém, Matthaus não deixou o espírito empreendedor de lado. "Tenho interesse em montar um negócio próprio. O mercado está aberto. Tem muita empresa concorrente, muita quantidade, mas falta qualidade. Se você oferecer um serviço diferenciado pode dar certo", afirma. Segundo Marcos Paulo Souza e Silva, professor de empreendedorismo do Cotemig, a tendência do mercado é diminuir o trabalho com carteira assinada. Por isso, ele diz que quanto antes o aluno enxergar uma oportunidade de empreender no mercado melhor. Para ele, no futuro será maior o número de trabalhadores atuando como pessoas jurídicas ou trabalhando de forma autônoma. "Por isso, buscamos preparar o aluno para ser empreendedor, tomar iniciativas, pensar em inovação e vislumbrar oportunidades", afirma.
Apesar dessa previsão, Matthaus Vizuete, que também trabalha como analista de sistema, quer abrir uma empresa e atuar como pessoa jurídica. "O cliente procura uma pessoa jurídica para firmar um compromisso, um contrato que rege o vínculo. Para trabalhar como autônomo ou como freelancer, prefiro continuar com carteira assinada", justifica. Fonte: O Tempo
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