Blog Léo Quintino
| Frio e solidariedade |
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| Qua, 09 de Julho de 2008 09:04 |
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Chegada de massa de ar polar derruba temperatura em Belo Horizonte, trazendo risco para saúde. Nos abrigos públicos, aumentam ações de auxílio aos moradores de rua Em tempos de frio, a dedicação de milhares de voluntários é fundamental para levar alento a quem precisa de um pouco de esperança e cuidados. Cobertores, roupas, calçados, comida e atenção aquecem a solidariedade e ajudam a diminuir o sofrimento. A babá Ana Célida Sampaio, de 58 anos, faz parte de um grupo de mais de 1 mil pessoas que se organizam para arrecadar e distribuir as doações. O bazar ajuda muitas famílias, além de ter parte da renda revertida para a manutenção do Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla, no Bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte. Roupas e calçados são vendidos a preços baixos e doados a quem não tem condições nem de pagar o mínimo. “Todos fazemos por amor. Quem quiser pode fazer um trabalho individual. Basta olhar para os lados para sentir a carência das pessoas”, diz. Há 17 anos Ana Célida participa da campanha do quilo. “O frio tem sua época, mas o estômago precisa ser alimentado 365 dias. A necessidade de um apoio moral e até espiritual é o ano inteiro”, afirma. O trabalho começa na manhã de domingo, quando várias equipes se formam para coletar os mantimentos nas casas. O roteiro é determinado com ruas e bairros a serem percorridos. Por volta das 11h, a caravana de carros volta e outras turmas já esperam para pesar, separar e encaminhar as cestas básicas às famílias cadastradas, que são acompanhadas durante seis meses. A supervisora de administração Delize Nogueira Souza Fonseca, 54, amiga de Ana Célida, está há mais tempo no trabalho voluntário: 30 anos na campanha do quilo e há 25 na coordenação do bazar. “Faço isso com alegria. Não é caridade, mas um dever. Se vir algum ser humano mais necessitado que você, dê o mínimo, vale até um aperto de mão, que vai valorizá-lo”, comenta. Na família, todos seguem o mesmo caminho: os cinco irmãos e filhos participam das atividades e os netos, desde cedo, aprendem o espírito do auxílio ao outro. O comerciante Marco Antônio de Oliveira, 36, é coordenador de pastoral de rua na paróquia Senhor Bom Jesus do Horto, também na Região Leste de BH. Todas as quartas-feiras, o grupo formado por 30 pessoas sai às ruas para entregar pão, leite com achocolatado, chá, suco, roupas e mensagens com trechos da Bíblia. Segundo ele, as doações aumentam no inverno. Há oito anos ele percorre ruas, avenidas e hospitais de BH para alimentar o corpo e alma dos necessitados. “Aprendemos a compartilhar, a sermos mais humanos, olhar para o outro e não só para nós mesmos. Todo mundo deveria fazer isso pelo menos um dia”, comenta. ABRIGO A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) tem convênio com duas entidades para a manutenção de duas casas que recebem quem não tem onde morar. O Abrigo São Paulo, no Bairro Primeiro de Maio, na Região Norte de BH, em parceria com a Sociedade São Vicente de Paulo, tem capacidade para receber 180 pessoas diariamente. É servido almoço e jantar e quem tem problemas de saúde, mas consegue ser independente nas atividades diárias, pode ficar até se recuperar. Cursos profissionalizantes e de apoio para o retorno à família também são ministrados. Já o Albergue Noturno Municipal Tia Branca, com o Grupo Espírita O Consolador, no Bairro São Cristóvão, na Região Noroeste da capital, pode receber até 300 homens, que passam apenas a noite no local. A prioridade é de idosos e portadores de necessidades especiais. Os freqüentadores entram a partir das 17h, tomam banho e jantam. De acordo com gerente de Coordenação das Ações para a População de Rua, Helizabeth Itaboraí Ferenzini, a SMAS não ainda registrou aumento na demanda com a chegada do inverno. Ela informa que este ano não haverá campanha, mas ações contínuas independentes do clima, com reforço das equipes noturnas para fazer os atendimentos e os encaminhamentos específicos no período chuvoso e de frio. “São quatro tipos de abordagem permanente ao público em situação de rua em geral, respeitando as peculiaridades de cada um”, afirma. O Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) informou que este ano também não fará a campanha do agasalho. Empresas e entidades de classe estão trabalhando com as doações, que serão encaminhadas para creches e outras instituições de apoio. "Aprendemos a compartilhar, a sermos mais humanos, olhar para o outro e não só para nós mesmos. Todo mundo deveria fazer isso pelo menos um dia na vida" • Marco Antônio de Oliveira, comerciante Para doar Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla: (31) 3226-3911/3198 Paróquia Senhor Bom Jesus do Horto: (31) 3461-7043 Servas: (31) 3261-7979 Fonte: EM |
| Última atualização em Qua, 09 de Julho de 2008 09:21 |



Em tempos de frio, a dedicação de milhares de voluntários é fundamental para levar alento a quem precisa de um pouco de esperança e cuidados. Cobertores, roupas, calçados, comida e atenção aquecem a solidariedade e ajudam a diminuir o sofrimento. A babá Ana Célida Sampaio, de 58 anos, faz parte de um grupo de mais de 1 mil pessoas que se organizam para arrecadar e distribuir as doações. O bazar ajuda muitas famílias, além de ter parte da renda revertida para a manutenção do Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla, no Bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte. Roupas e calçados são vendidos a preços baixos e doados a quem não tem condições nem de pagar o mínimo. “Todos fazemos por amor. Quem quiser pode fazer um trabalho individual. Basta olhar para os lados para sentir a carência das pessoas”, diz. 
