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Mulheres cobram proteção à justiça PDF Imprimir E-mail
Ter, 26 de Janeiro de 2010 08:28

Com o rosto coberto de recortes de jornais com notícias de mulheres mortas pelos companheiros, uma boneca de pano foi "velada" ontem em Belo Horizonte, na praça Sete, em protesto contra a ineficácia da aplicação da Lei Maria da Penha para proteger a mulher.

A manifestação - organizada por diversas entidades de defesa à mulher - questionou por que as autoridades não conseguem garantir proteção em casos de ameaças, como o que resultou na morte da cabeleireira Maria Islaine de Morais, 31, assassinada na semana passada,  20 de janeiro de 2010 pelo borracheiro Fábio Willian Soares, 30. Ela morreu mesmo após oito queixas registradas contra o ex-marido.

"Até quando mulheres serão duplamente vitimadas, pagando com a própria vida pelas falhas do sistema?", perguntava um dos panfletos entregues pelos manifestantes.

"A sociedade está impactada pelo caso da cabeleireira, um crime bárbaro. É um momento de alerta contra a violência, que até hoje é muito invisível. Na verdade, o homem mostra poder pela força, pela violência", afirmou Hercília Levi, integrante do Movimento Popular da Mulher.

A deputada federal Jô Moraes (PCdoB), que participou da manifestação, disse que o centro das críticas não deve ser sobre a eficácia da Lei Maria da Penha, mas sim sobre a aplicação dela no país. "Não interessa saber o nome do culpado, mas onde está a falha".

Denúncia. Atraídas pelo tom de alerta, mulheres que vivem situações de violência pararam para contar suas histórias e procurar ajuda. Uma jovem de 23 anos, que preferiu não se identificar, por medo, disse que sofre agressões e ameaças de morte do ex-companheiro. Já foi agredida com tapas, chutes e socos e chegou a ter dois dedos quebrados. Ontem, orientada pelas manifestantes, ela decidiu denunciar o ex-parceiro à polícia.

Fonte: Hojeemdia

Última atualização em Ter, 26 de Janeiro de 2010 09:00