Blog Léo Quintino
| Moradores de rua aumento 30% em BH |
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| Qua, 22 de Dezembro de 2010 15:50 |
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Mas a convicção de um crescimento deste número é latente. Há, por todos os lados, emblemas da miséria humana. A Pastoral de Rua também acredita num agravamento deste quadro e estima um aumento de pelo menos 30% nos últimos cinco anos, o que elevaria para mais de 1,5 mil o número de pessoas vivendo nesta condição. A PBH, por sua vez, aposta na diminuição. E alega que há vagas nos abrigos, mas sustenta não ter o poder de obrigar qualquer cidadão a se transferir para eles. Revitalizada e apresentada como um dos orgulhos do município, a Praça da Estação, no Hipercentro de BH, é um exemplo da extensão do problema. Seus quatro cantos são ocupados por moradores de rua. À tarde, eles aproveitam a água das fontes para tomar banho, se refrescar e escovar os dentes.
A poucos metros dali, na Avenida do Contorno, na entrada do prédio da antiga Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as escadarias foram tomadas por um grupo de homens e mulheres, acompanhados de cães e de garrafas de bebida alcoólica. A Praça da Assembleia, no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul, também se tornou “a casa” de muitos deles. Viadutos da Avenida Cristiano Machado, na Linha Verde, também se tornaram reduto de muitos grupos, a exemplo do que ocorria no Complexo da Lagoinha, de onde muita gente se afastou durante o dia por causa das obras da Avenida Antônio Carlos. Entre eles, ainda de acordo com vizinhos, estão alguns marginais, que frequentemente promoveriam roubos e furtos. Por causa disto, as missas, os batizados e os casamentos na igreja são agora um tormento e, todos os fins de semana, carros estacionados na porta seriam alvo de arrombamentos. E alguns deles, por inúmeras vezes, teriam interrompido as celebrações para gritar e pedir dinheiro. Nas casas do entorno, crianças são recomendadas a não chegar às janelas por causa das cenas de sexo explícito. “Já enviamos vários ofícios e requerimentos à prefeitura, mas ninguém faz nada. Os grupos de abordagem de rua alegam que não é crime ficar em via pública. Tentam convencê-los a ir para abrigos, mas eles não querem. Além de tudo isso, a praça agora é um ponto de bebida e de consumo de drogas”, reclama um morador, que pediu anonimato. “Não somos delinquentes. Ninguém pode viver nessa situação, isso não é vida para nós. Queria uma casa, mas minha casa é aqui na praça”, diz. Sobre os abrigos, ele afirma: “Já fiquei em alguns abrigos, mas a gente não se acostuma a viver com horários para tudo. Além disso, bebo, e lá não pode”. |
| Última atualização em Qua, 22 de Dezembro de 2010 15:58 |



Um rápido passeio por Belo Horizonte mostra, até mesmo aos olhares mais desatentos, um problema social escancarado da cidade: os moradores de rua. A prefeitura não sabe exatamente quantas pessoas vivem nesta situação – os dados disponíveis, referentes a 2005, apontavam um contingente de 1.164.
