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Ensino profissional atrai 30 mil jovens em Minas PDF Imprimir E-mail
Dom, 10 de Abril de 2011 11:32

Microscópios, computadores de última geração, motores industriais e até modernos equipamentos de aeronaves começam a mudar, a partir desta semana, a rotina e o futuro de 30 mil estudantes de Minas.

Com o início das aulas nas novas turmas do Programa de Educação Profissional (PEP), jovens com idade entre 18 e 24 anos – alunos do ensino médio de escolas públicas ou que já concluíram os estudos – dão os primeiros passos rumo à formação para o mercado de trabalho.

O projeto chega à quinta edição este ano, com a oferta de 83 cursos profissionalizantes gratuitos e muitas novidades, como o primeiro convênio com uma universidade em Belo Horizonte e a parceria com grandes empresas.
Movidos pelo sonho de conquistar o diploma técnico de nível médio, os jovens arregaçam as mangas e enfrentam uma pesada rotina de estudos teóricos e experiência prática. “A gente começa o curso sabendo apenas o básico, mas, aos poucos, vai perdendo o medo.

Concorri à vaga num dos cursos mais disputados do PEP e tenho certeza de que vou ganhar agora uma bagagem importante para o meu futuro”, conta Débora Melo, de 18 anos, aluna do curso de informática da Escola de Educação Profissional do Centro Universitário Newton Paiva.

A universidade é a primeira de BH a aderir ao programa e, este ano, vai oferecer 2.270 vagas em 14 cursos, como secretariado, hospedagem, saúde bucal, análises clínicas, publicidade e nutrição. No laboratório de dietética, os futuros técnicos em nutrição esbanjam intimidade com carboidratos, lipídios e proteínas e aprendem os truques de uma alimentação saudável.

Para o jovem Igor Faustino Soares, de 23, natural de Santa Luzia, na região metropolitana, a formação gratuita é a ponte para um futuro diferenciado. “Não teria condições de pagar um curso técnico, mas agora vou ter a chance de melhorar meu currículo. Quero entrar na universidade para estudar educação física e fazer um trabalho do esporte aliado à nutrição”, diz Igor.

Presencial
Criado em 2007, o PEP é desenvolvido hoje em 128 municípios do estado e soma um total de 172,8 mil vagas abertas em cinco edições. Com investimentos de R$ 439,5 milhões, o programa, coordenado pela Secretaria de Estado de Educação, usa a capacidade instalada de escolas estaduais e instituições parceiras municipais, privadas ou ligadas ao Sistema S (Senac e Senai) para oferecer cursos gratuitos, de 14 a 28 meses de duração, em 12 áreas do conhecimento.

São elas: ambiente, saúde e segurança, apoio educacional, controle e processos industriais, gestão e negócios, produção cultural e design, hospitalidade e lazer, informação e comunicação, produção industrial e recursos naturais, infraestrutura, militar e produção alimentícia.

Para participar do programa, os jovens precisam ter entre 18 e 24 anos, serem alunos do 2º ou 3º anos do ensino médio de escolas estaduais, estarem matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA) na modalidade presencial ou terem concluído o nível médio em qualquer rede de ensino. Os candidatos fazem provas de seleção aplicadas pela secretaria e o próximo exame está previsto para o fim deste ano.

“O PEP é uma ponte para o mercado de trabalho e para a universidade e o grande diferencial é a possibilidade de valorizar e desenvolver as habilidades que o aluno tem”, explica a diretora do ensino médio e profissional da Secretaria de Estado de Educação, Carolina Silva Ferreira.

Inovação
A grande novidade desta quinta edição do PEP é assinatura de um convênio com a Vale. A mineradora vai investir R$ 100 milhões na iniciativa e ajudar a criar 30,9 mil vagas em cursos de formação técnica em 11 áreas do conhecimento voltadas para a demanda de mercado da empresa.

Em contrapartida, o estado vai aplicar mais R$ 43 milhões na consolidação desses cursos. “A parceria vai inovar as ações do PEP, aumentando a qualidade da formação e abrindo novas possibilidades de trabalho para os alunos”, acrescenta Carolina.

Fonte: EM