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Estudantes fazem caminhada pelo Centro de BH, dentro da política de aliar cultura, diversão e atividades extra-classe Vários espaços de Belo Horizonte tornaram-se extensões das salas de aula para mil e quinhentos alunos, na manhã de ontem. Estudantes de escolas municipais da capital e de 11 cidades da região metropolitana fizeram uma caminhada pela cidade, que começou na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul, e terminou na Praça da Estação, no Centro. O Cortejo Educacional faz parte do Fórum Mineiro de Educação Integral, uma iniciativa da Prefeitura de BH, que começou sábado e termina hoje. Além de promover diversão entre as crianças do ensino fundamental, com apresentações culturais, o evento fortalece atividades de formação de agentes da cultura, professores, coordenadores e demais profissionais dos programas Escola Aberta e Escola Integrada.
À medida que o cortejo passava por pontos centrais de BH, mais estudantes se integravam à marcha. A última parada foi na Praça da Estação, onde houve apresentações culturais, exposição de arte de rua e muitas brincadeiras. Segundo a secretária-adjunta municipal de Educação, Macaé Evaristo, o evento procura debater a importância do ensino integrado nas escolas públicas da capital. “A criança fica nove horas por conta do saber, com aulas de teatro, dança, reforço e atividades fora do espaço educacional. Desde o sábado, realizamos oficinas e ações de cultura em pontos turísticos da capital. A idéia é comemorar bons resultados da Escola Integrada para o aprendizado infantil”, explica.
Desde 2007 esses estudantes têm contato integral com o conhecimento. A coordenadora do programa, Neusa Macedo, define a idéia como “uma iniciativa que tem mudado a vida de muitos jovens”. Segundo ela, com aulas nos turnos da manhã e tarde, esses alunos estão inclusive mais saudáveis, já que recebem almoço e lanche reforçados. “Além disso, estão mais interessados pelo saber, vão ao teatro, ao cinema e a outros eventos culturais”, diz. Outro ponto positivo é que, com o horário integral, muitas mães, que antes não trabalhavam, agora podem ir para o emprego sem preocupação. “É uma mudança de postura e, conseqüentemente, uma renda maior para essa família”, avalia.
Diferentemente do que poderiam pensar muitas crianças, Natália Pereira de Souza, de 10 anos, aluna do ensino fundamental da Escola Municipal Dom Bosco, na Região Noroeste, admite que passar o dia inteiro na escola se revelou mais interessante do que imaginava. “Temos aulas de teatro, música, reforço de dever de casa e, muitas vezes, participamos de eventos como esse, em que conhecemos um pouco da nossa cidade, misturando aprendizado e diversão. Amigos meus que não participam dessa proposta integral não sabem o que estão perdendo.”
COMUNIDADE Uma outra vertente do fórum é a Escola Aberta, em que as instituições de ensino oferecem ações culturais e educacionais para a comunidade. “Começamos em 2004 e hoje contabilizamos 120 escolas em Belo Horizonte e 11 na região metropolitana. Promovemos oficinas de esportes, cultura, saúde e lazer”, afirma o coordenador do projeto, Ismayr Sérgio Cláudio. Segundo ele, a idéia é aproximar e envolver a população com o meio estudantil.
Na opinião da representante do Ministério da Educação (MEC) Gesuína Leclerc, que acompanha o evento, com os programas Escola Integrada e Escola Aberta, Belo Horizonte é uma referência em ensino no país. “BH propõe um aprendizado feliz e atraente para muitas crianças. Os bons resultados serão encaminhados para o Conselho Nacional da Educação, para que essas ações possam se propagar para o resto do país”, diz.
Para finalizar as atividades do fórum, ocorre hoje no câmpus Diamantina do UNI-BH, das 8h às 18h, o seminário com discussões sobre a Educação Integral, voltado para educadores, agentes culturais e professores universitários. Fonte: EM |