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Olho vivo em escolas e postos de saúde PDF Imprimir E-mail
Ter, 24 de Novembro de 2009 09:02

Prédios públicos e parques de BH serão vigiados por câmeras operadas pela Guarda Municipal para evitar ação de vândalos. Sistema é igual ao usado no Centro pela PM.

Prédios e espaços públicos de Belo Horizonte serão vigiados por câmeras e as imagens monitoradas 24 horas por uma central da Guarda Municipal montada na sede da corporação, no Centro da cidade. No planejamento estratégico lançado pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB) está prevista a instalação de 170 câmeras de vigilância até 2012. Já licitadas, as 40 primeiras começam a ser montadas na semana que vem e estarão funcionando em três meses, ou seja, em fevereiro.

Além de seis escolas e seis unidades de saúde municipais, os equipamentos do primeiro lote vão vigiar locais de grande concentração de pessoas, como a Praça da Estação, o Parque Municipal Américo René Giannetti e o mirante das Mangabeiras. O investimento será de R$ 1,6 milhão – R$ 900 mil do Ministério da Justiça e o restante da prefeitura – e servirá para coibir invasões, depredações, furtos e brigas.

Os principais focos da meta Cidade Segura são as escolas e os postos de saúde. O objetivo é protegê-los da ação de vândalos e preservar o patrimônio. De acordo com o gerente de Relações Institucionais da Secretaria Municipal de Segurança Urbana e Patrimonial, coronel Flávio Furst, inicialmente serão contempladas as escolas municipais Professora Isaura Santos, no Bairro Santa Cruz, na Região Nordeste; Lucas Monteiro Machado, na Vila Pinho, no Barreiro; Mestre Paranhos, no Conjunto Santa Maria, na Centro-Sul; Santos Dumont, no Bairro Santa Efigênia, Professor Lourenço Oliveira, no Santa Tereza, e Israel Pinheiro, no Alto Vera Cruz, todas na Leste. Equipamentos serão instalados também no Hospital Municipal Odilon Behrens, na Lagoinha, na Noroeste, e nas unidades de pronto-atendimento das regiões do Barreiro, Nordeste, Norte, Oeste e Venda Nova.

“Começaremos por localidades nas pontas da cidade, de comunidades mais carentes”, destacou o coronel Flávio. Segundo ele, as câmeras terão tecnologia semelhante às do Olho Vivo, usadas pela Polícia Militar para monitorar vias públicas do Centro, Pampulha e alguns bairros da Região Noroeste. O secretário municipal de Segurança Urbana e Patrimonial, Genedempsey Bicalho, ressalta que o equipamento eletrônico servirá também para coibir os conflitos no ambiente escolar e outros tipos de crimes: “Nas escolas, o principal problema são as vias de fato entre alunos no recreio, enquanto ocorrem muitos furtos dentro dos postos de saúde”.

DE VIDRO A diretora da Escola Municipal Professora Alcida Torres, Zulma Canuto, lamenta as constantes depredações sofridas pela instituição, no Bairro Taquaril, na Região Leste, onde estudam 1,4 mil alunos, em três turnos. “Há muitas pichações de paredes e vidraças são quebradas por pedradas, pois a escola ocupa quatro quarteirões e é quase toda de vidro.” Para ela, as câmeras ajudarão a evitar o problema. A Secretaria de Estado de Defesa Social informou que não possui estatísticas de crimes registrados apenas nas escolas municipais da capital.

A licitação para o segundo lote de equipamentos está prevista para ser aberta no início de 2010, segundo o coronel Flávio. “Serão mais 24 câmeras, ao custo de R$ 950 mil, todo o recurso do Ministério da Justiça. No segundo semestre haverá o terceiro lote, com 50 câmeras, mas ainda estamos fazendo o orçamento”, disse.