Blog Léo Quintino
| Iclusão social |
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| Qua, 17 de Março de 2010 18:36 |
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O sonho de muitos jovens brasileiros é voltar a estudar e ter a chance de mudar os rumos de um destino marcado pela falta de oportunidades. E foi justamente um programa de incentivo à educação que se tornou um divisor de águas na vida de Simone Pinheiro Gonçalves, de 28 anos, casada, mãe de dois filhos e moradora do Bairro Lagoinha, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Em 2005, ao ver na imprensa um comunicado sobre o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem Urbano), ela logo tratou de se inscrever, com a certeza de que poderia concluir os estudos e obter uma qualificação profissional. Naquele ano, não deu certo, pois estava amamentando, mas, no ano seguinte, a jovem armou-se de toda disposição e agarrou com unhas e dentes a chance. Com unhas principalmente, já que, enquanto concluía o ensino fundamental, pôde aprender o ofício de manicure. A experiência foi tão importante que Simone é hoje monitora de turismo em escolas do Projovem no Barreiro e no Bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul, outra oportunidade surgida e abraçada com vontade. Outros jovens querem trilhar o mesmo caminho e, assim como Simone, podem se inscrever no programa, cujas matrículas estão abertas em BH. Podem participar aqueles com idade entre 18 e 29 anos, que saibam ler e escrever e não tenham concluído o ensino fundamental. Além de se formar, os estudantes poderão ainda se qualificar profissionalmente. As inscrições devem ser feitas no Mercado da Lagoinha (Avenida Antônio Carlos, 821, Bairro São Cristóvão) até o dia 12 de abril. As aulas começam em 26 de abril. Os interessados deverão apresentar original e xerox da carteira de identidade e do comprovante de endereço e o histórico escolar. Caso o candidato não tenha o histórico, fará um teste de leitura e escrita no momento da matrícula. Serão atendidos 2,4 mil jovens, em 12 escolas da capital. Os cursos de qualificação profissional oferecidos são: alimentação (cozinheiro auxiliar, chapista, repositor de mercadorias, vendedor ambulante), turismo e hospitalidade (organizador de eventos, comim-auxiliar de garçom, recepcionista de hotéis, monitor de turismo local), administração (arquivador, almoxarife, contínuo-officeboy/officegirl, auxiliar administrativo). Quem cumprir com as obrigações exigidas pelo curso receberá um auxílio financeiro no valor de R$ 100, durante 20 meses, até a aplicação do Exame Nacional Externo, ao qual todos os alunos do programa são submetidos no fim das aulas. Esse auxílio financeiro ajudou Simone Gonçalves. Ela fez o curso de serviços pessoais (manicure, cabeleireira, maquiadora e depiladora), aprendeu informática e recebia a bolsa. “Esse dinheiro foi muito importante na época. Agora, trabalhando como monitora, ganho mais e o salário nos ajuda muito”, diz a jovem casada com um auxiliar de administrador de obras. “O Projovem foi tudo na minha vida e continua sendo”, revela Simone, que se orgulha do diploma recebido pela conclusão do curso e pretende abrir novos horizontes com os conhecimentos adquiridos. A coordenadora de Comunicação Estratégica do Projovem Urbano, Verimar Mendes, da Secretaria Municipal de Educação, ressalta que uma características é associação entre ensino, qualificação profissional e cidadania. Para receber o certificado, o estudante precisa de 50% dos pontos distribuídos ao longo do programa e 75% de frequência. “Esperamos que o programa se transforme numa política pública para a juventude”, diz. ADOLESCENTE Em Sabará, na Grande BH, outra experiência está ajudando garotos de 15 e 18 anos. O Projovem Adolescente, executado pela ONG Fundação Casa Azul (Funci) com o apoio do Conselho da Juventude do município, é voltado para pessoas em risco social e matriculadas na escola. Ele trabalha diversas metodologias, com oficinas nas áreas de cultura, meio ambiente, cidadania, esporte e lazer. Nessa modalidade, não há ajuda financeira. A ONG atende moradores dos bairros Borba Gato, Amélia Moreira e Borges. Estão abertas 57 vagas. A facilitadora de oficinas Taciane Silva de Almeida Santos, uma das responsáveis pelo programa, afirma que o aprendizado envolve cidadania. A turma que participa das oficinas está entregando numa creche do bairro brinquedos feitos com material reciclável. SERVIÇO Projovem Urbano em BH: (31) 3277-6055/ 6027 (Mercado da Lagoinha) ou 3277-8646 (Alô, Educação!) Projovem Adolescente em Sabará: (31) 3691-6402 Fonte: EM
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| Última atualização em Qua, 17 de Março de 2010 19:22 |



Jovens de 18 a 29 anos que pararam de estudar ganham oportunidade de concluir o ensino fundamental e ter uma profissão. Inscrições já estão abertas na capital com 2,4 mil vagas
