Blog Léo Quintino
| Passe livre vai beneficiar portadores de deficiência mental |
|
|
|
| Sáb, 27 de Agosto de 2011 10:30 |
|
Para isso, ela arca com o custo de dois ônibus, já que em julho deste ano não conseguiu renovar o direito à gratuidade no cartão BHBus Benefício Inclusão e perdeu o direito ao passe livre nos serviços de transporte coletivo de Belo Horizonte.
Agora, conforme texto assinado pelo presidente da empresa, Ramon Victor Cesar, quem tiver “funcionamento intelectual inferior à média, com manifestação antes dos 18 anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como comunicação; cuidado pessoal; habilidades sociais; utilização dos recursos da comunidade; saúde e segurança; habilidades acadêmicas; lazer e trabalho”, pode solicitar o serviço.
Companheira de Ana Lígia, Maria da Conceição Pires dos Santos, de 40 anos, só não perdeu o seu direito à gratuidade nos ônibus porque tem, além da deficiência mental moderada, a física. Com deformidades na espinha desde que nasceu, Conceição tem dificuldades para passar na roleta do ônibus e reconhece a importância do passe livre para ela. “Não tenho dinheiro para pagar o transporte, e, se eu ficar em casa, pioro, fico com depressão. Não gosto de ficar parada, gosto de me reunir com os colegas da Apae”, desabafa Conceição. Maria Dolores da Cunha Pinto, de 62, professora, especialista em educação especial, além de ex-presidente e atual integrante do Conselho Consultivo da Apae, esclarece que a deficiência mental pode ser agravada pelas condições sócio-econômicas em que o indivíduo se insere. “O passe livre é um reconhecimento do direito de cidadania das pessoas com deficiência mental. Se não promovermos a interação social, elas regridem. Que visão de mundo terão se o único lugar que conhecem é a casa onde moram?”, indigna-se Dolores. |
| Última atualização em Sáb, 27 de Agosto de 2011 10:49 |



Ana Lígia de Paula, de 39 anos, tem deficiência mental moderada, que gera um atraso no desenvolvimento de habilidades como se comunicar e cuidar de si. Todos os dias ela sai de casa, na Pampulha, e vai até a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), no Santa Tereza, onde ajuda a cuidar de alguns meninos atendidos pela entidade.
