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Minas debaixo d`água PDF Imprimir E-mail
Qui, 18 de Dezembro de 2008 07:48

Rapaz é soterrado em João Monlevade e corpo de aposentado é resgatado de um rio em Carmo da Mata. Das 60 cidades inundadas em minas, 32 declararam situação de emergência

A chuva intensa já matou 11 pessoas em Minas Gerais, desde setembro – sete delas entre 16 de novembro e ontem –, e deixa um rastro de destruição e prejuízo em 60 municípios de várias regiões, entre os quais Belo Horizonte. A última morte ocorreu ontem, às 3h, em João Monlevade, no Vale do Aço, onde o estudante João Paulo Bruno, de 21 anos, foi soterrado dentro de casa, no Bairro Luanda. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o muro de arrimo que segurava um barranco junto ao imóvel foi pressionado por um deslizamento e ruiu. Em Carmo da Mata, no Centro-Oeste, bombeiros acharam o corpo de um aposentado, desaparecido desde terça-feira, depois de cair no leito do Rio Bela Vista, quando tentava atravessar um pontilhão.
Congonhas, na Região Central, tem ruas e casas alagadas pelos rios Paraopeba e Santo Antônio
Muitas cidades, como Congonhas e Brumadinho, estão literalmente debaixo d’água. A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) informou que 32 municípios já comunicaram situação de emergência. Até a tarde de ontem, havia, oficialmente, 1,9 mil desabrigados, 8,9 mil desalojados e mais de 200 pessoas feridas. Para atender as cidades mais necessitadas, os bombeiros criaram um plano de emergência e, além dos militares da área operacional, o pessoal administrativo está de prontidão.

Brumadinho, na Região Metropolitana de BH, é também sufocada pelo Paraopeba
Em Muriaé, na Zona da Mata, a prefeitura informa que há mais de 10 mil desalojados e, com o acúmulo de 115,8 milímetros de chuva, o Rio Muriaé, que corta a cidade, transbordou e inundou vários bairros. A previsão do Centro de Climatologia MG Tempo/Cemig/PUC Minas é de mais chuva até amanhã. De acordo com o meteorologista Ruibran dos Reis, as tempestades foram causadas pelo fenômeno conhecido como zona de convergência do Atlântico Sul.

Engenheiro Caldas
Uma tempestade breve, mas com intensidade de vento nunca vista por moradores da região, foi o suficiente para deixar um rastro de destruição e prejuízos em Engenheiro Caldas, no Vale do Rio Doce. De acordo com a prefeitura, 83 casas foram parcialmente destelhadas. Parte de uma delas desabou e a família teve de ser removida. O vendaval ainda arrancou telefones públicos, placas de sinalização, árvores inteiras e destruiu cabos da rede elétrica, deixando milhares de pessoas sem luz. A força do vento foi tamanha que chegou a virar um carro. Em Governador Valadares, a cheia do Rio Doce deixou a Defesa Civil em alerta, com controle do nível da água de hora em hora.

João Monlevade, no Vale do Aço, ombeiros trabalham para tirar homem soterrado
FRENTE FRIA A chuva não dá trégua há cinco dias, principalmente à Grande BH, à Zona da Mata e às regiões Centro-Oeste e Sul. Na região metropolitana da capital, o volume de chuva ultrapassou 4% o acumulado de todo o mês. O Sol só deve aparecer no fim de semana. “Na quinta-feira da semana passada, uma frente fria estacionou sobre Minas, causando chuvas em várias regiões. Mas a situação ganhou força com a chegada de outra frente, vinda do Sul do país. Isso levou a uma queda da pressão atmosférica no litoral Sudeste e, com a corrente de ar úmido proveniente da Amazônia, houve formação de mais nuvens. Esse fenômeno estava previsto e o que causa preocupação é o alto volume de água em um período tão curto de tempo”, diz o especialista.

Você pode doar: alimentos não perecíveis.

As doações podem ser feitas nos seguintes endereços:

- Av.: Amazonas nº 6455 - bairro Gameleira - Depósito da CEDEC - Tel: (31) 3332-1377

- Alameda Ezequiel Dias, nº 427, Centro - Cruz Vermelha- Tel:  (31) 3226-4233

 

 

Última atualização em Sáb, 20 de Dezembro de 2008 10:16