Blog Léo Quintino
| BH tem maior chuva em 30 anos |
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| Ter, 06 de Janeiro de 2009 07:27 |
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No Bairro João Pinheiro, na Região Oeste de BH, três famílias tiveram de sair às pressas do prédio em que moram, já que a estrutura havia afundado cerca de 15 centímetros. O imóvel ameaça desabar e foi interditado. Cinco vizinhos também deixaram suas casas. De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), 96 municípios foram afetados pelas tempestades, 56 deles decretaram situação de emergência. Já são quase 6 mil pessoas desabrigadas e 56 mil desalojadas. O número de mortos já chega a 23. “O que influenciou tantos danos foi a quantidade de chuva em curto período. A chuva do fim semana aumentou os prejuízos nas cidades, principalmente da Zona da Mata, como Ponte Nova, Muriaé e Alto Jequitibá. A situação está pior do que o ano passado”, afirma o major da Cedec, Edylan Arruda. O meteorologista Ruibran dos Reis explica que a média de chuva de dezembro é de 319 milímetros. Mas essa quantidade foi ultrapassada em 120%. “Houve acúmulo de 783 milímetros e isso significa o maior índice dos últimos 30 anos. Nunca em dezembro choveu tanto”, afirma. Ele observa que o alerta para desmoronamentos e alagamentos deve ficar ligado. De 1º de janeiro até ontem houve 63 milímetros de chuva, o que corresponde a 60% da precipitação de janeiro. A partir de amanhã, a situação deve se acalmar. Ruibran explica que a frente fria que estacionou em Minas deve se dissipar e o sol pode voltar. “Isso vale para todo o estado e teremos, enfim, um clima típico de verão. Desde 11 de dezembro, temos precipitações ininterruptas e, a partir desta semana, a previsão é de que teremos 10 dias de sol, mas com possíveis pancadas de chuva à tarde. Na quinta-feira o tempo estará mais firme”, afirma Ruibran. DESESPERO Com a intensidade das chuvas na capital, 11 famílias foram removidas para abrigos da cidade. No Bairro João Pinheiro, Região Oeste de BH, três famílias entraram em pânico quando perceberam que o imóvel em que moravam, de três pavimentos, na Rua Vestá, 15, estava caindo. A escada em formato de caracol ficou retorcida e os pilares da fundação afundaram 15 centímetros. Além disso, o prédio tombou 20 centímetros na lateral, comprometendo a segurança de outras casas. O supervisor de vendas Augusto César Palmeirão Neto, um dos moradores, contou que a situação está caótica. “Assim que o engenheiro da Defesa Civil chegou, tivemos de sair de casa. Ele disse que era para sairmos em no máximo 20 minutos. Não deu tempo sequer de pegar nada. A casa foi herança do meu pai e somente pessoas da família moram aqui”, diz Palmeirão. Ele responsabiliza a Copasa pelo prejuízo. “Há um ano, uma empresa terceirizada recanalizou a tubulação que passa pela rua, mas várias casas tiveram infiltrações. Com as chuvas, a situação piorou. Percebemos um cheiro forte de esgoto e tudo indica que houve infiltração. Vamos processar a empresa”, afirmou Palmeirão. Em nota, a Copasa informou que os problemas do imóvel não foram causados pelo rompimento da rede de água e esgoto. Segundo a Copasa, o problema foi causado por um barranco que cedeu e danificou o imóvel, inclusive a ligação de água. Técnicos estiveram no local e fizeram o corte do abastecimento de água. DESLIZAMENTO E QUEDA DE ÁRVORE Militares do 1º Batalhão de Bombeiros atenderam ontem à noite duas ocorrências na Região Centro-Sul de BH. Na BR-356, que dá acesso à Avenida Nossa Senhora do Carmo, no Belvedere, um eucalipto caiu sobre um microônibus e a estrada ficou fechada por quase 20 minutos. Na Rua Bolívia, no Morro do Papagaio, no Bairro São Pedro, a queda de encosta sobre uma construção pôs em risco outros três imóveis. Fonte: EM |
| Última atualização em Ter, 06 de Janeiro de 2009 07:40 |



Os temporais que arrasaram várias regiões de Minas não vão dar trégua aos moradores até amanhã. O medo de novos desmoronamentos e enchentes assustam a população. Levantamento do Instituto de Meteorologia MG Tempo/Cemig/PUC Minas mostra que o acumulado de chuva em dezembro bateu o recorde dos últimos 30 anos em Belo Horizonte. Apenas nos primeiros cinco dias de 2009, choveu 60% da média de janeiro. Ontem, moradores da Vila São Paulo, em Contagem, contavam os prejuízos da madrugada. 
