Blog Léo Quintino
| Pânico e devastação |
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| Sex, 23 de Janeiro de 2009 07:21 |
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Moradores das regiões Oeste e Barreiro, em Belo Horizonte, e de bairros de Contagem voltaram a viver ontem o pesadelo das chuvas que causaram mortes e destruição na noite do réveillon. Dezenas de carros foram arrastados, casas ficaram alagadas, buracos apareceram nas ruas e pessoas que voltavam para casa viveram momentos de pânico com a enxurrada na Avenida Tereza Cristina, perto do Anel Rodoviário. A andarilha Margareth Rodrigues, de 31 anos, foi levada pelas águas e encontrada pouco uma hora depois, já sem vida, sob uma Kombi, no Conjunto João Paulo II, no Tirol. Em menos de uma hora, choveu 61mm em bairros, como Industrial, Flávio Marques Lisboa e Tirol, no Barreiro – 70% do volume de precipitação do temporal da passagem de ano (85mm), de acordo com o meteorologista Ruibran dos Reis, coordenador do MG Tempo/Cemig/PUC Minas. A chuva de ontem começou por volta das 16h30. Policiais militares e bombeiros receberam dezenas de chamados para socorrer pessoas ilhadas na A Avenida Tereza Cristina. Duas delas estavam sobre o viaduto de acesso à avenida, perto do Via Shopping, e foram resgatadas por helicóptero. Segundo bombeiros, elas abandonaram carros e se agarraram a um semáforo, até que fossem salvas. ÔNIBUS AMARRADO Para evitar que um ônibus cheio de passageiros fosse arrastado pela água, militares de folga usaram cordas para prender o veículo. O plano deu certo e ninguém ficou ferido. Moradores que estavam no meio da avenida se refugiaram em árvores, enquanto outros salvaram carros, empurrando-os para pontos mais altos. “Dessa vez, a região mais afetada foi o Barreiro, onde houve transbordamento do Ribeirão Arrudas. Na Região Oeste, a água teve dificuldade para entrar no canal do Arrudas, por isso houve enxurrada. Mas o ribeirão não transbordou”, disse o coordenador da Defesa Civil Municipal, o coronel Valter Lucas.
PONTE ARRASTADA Em Contagem, metade de uma ponte que já estava condenada ruiu na Avenida Coronel José Bicalho, no Bairro Industrial. Depois 30 minutos de temporal, comerciantes e moradores começaram a reparar danos e contabilizar os prejuízos. Por causa da lama, casas e lojas, o trânsito na região do Barreiro ficou caótico até 22h, principalmente na Via do Minério. “Há mais de uma hora tento voltar para casa, mas não dá para ir nem para frente nem para trás”, reclamou a bancária Rosana Chaves, de 31. Cerca de 60 mil consumidores ficaram sem energia, que só começou a ser restabelecida mais de duas horas depois da chuva. “Hoje faremos um mutirão, em parceria com a administração regional, para levantar os danos e ajudar as famílias na fase de reconstrução. É um trabalho que prosseguirá durante o fim de semana”, disse Valter Lucas. Embora a Defesa Civil tenha oferecido abrigo às famílias atingidas, nenhum convite foi aceito até as 22h de ontem. O meteorologista Ruibran dos Reis avalia como pouco provável a repetição de uma chuva como a de ontem nos próximos dias. “A frente fria já está se dissipando. O tempo melhora no fim de semana”, garantiu. |



População do Barreiro e de Contagem volta a viver pesadelo com temporal
O órgão registrou 78 ocorrências depois da chuva. No Bairro São Pedro, a laje de uma obra particular não acabada caiu e moradores foram orientados a dormir nos fundos do imóvel. Uma encosta destruiu um cômodo de um barracão no Bairro Flávio Marques Lisboa, mas ninguém ficou ferido. 
