Blog Léo Quintino
| Estação Vilarinho do metrô de BH está em completo abandono |
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| Qui, 05 de Novembro de 2009 08:36 |
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O DER-MG informa que não há previsão para início de operações para linhas alimentadoras ou integradas ao Metrô por aquela estação, principalmente porque os trens que abastecem a estação já rodam com sua capacidade máxima. Por isso, no entendimento do DER, só poderiam receber os passageiros das cidades da Região Metropolitana de BH depois de um plano de ampliação de capacidade. Por enquanto, apenas uma linha, pertencente à BHTrans, deverá ser implantada para ligar o vasto complexo ao Centro Administrativo do Governo do Estado, previsto para ser concluído no final do ano que vem. Para essa conexão está também em estudo de um ramal alternativo de Metrô para comportar um transporte do tipo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A situação do Shopping Vilarinho também está longe de um desfecho. A concessão por 30 anos para utilização do espaço, que prevê investimentos de até R$ 80 milhões e um plano de manejo de resíduos, foi licitada em 2007, porém, a empresa vencedora da concorrência pública e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), discutem na Justiça alguns termos e detalhes do contrato. Como o espaço destinado ao shopping não é utilizado, essa grande área, que é usada hoje como corredor de acesso aos passageiros que vêm da Avenida Vilarinho, fica exposto às intempéries e se desgasta. A Vilarinho, de acordo com a CBTU, é a quinta mais movimentada estação da Linha 1, respondendo por 27 mil passageiros por dia. A média total diária é de 160 mil usuários. Segundo a Companhia, as estações Eldorado, Central, da Lagoinha e de São Gabriel são as mais movimentadas. Ainda que a parte da CBTU esteja ativa, ela não está entre as mais bem cuidadas. Na quarta-feira (4), só metade das quatro escadas rolantes e dos dois elevadores que servem a deficientes físicos estava em funcionamento, situação observada pela reportagem desde a semana passada. Aliás, acesso não é algo comum a todas as 19 estações do Metrô da capital. Nas instalações do Santa Inês, José Cândido da Silveira, Minas Shopping e Floramar não há sequer elevadores para os portadores de necessidades especiais. Escadas rolantes, ainda que não em pleno funcionamento, foram construídas apenas na Eldorado, Lagoinha, Central, São Gabriel, Waldomiro Lobo e Vilarinho. Rampas de acesso só poupam os usuários dos degraus nos edifícios da Vila Oeste, Santa Inês, José Cândido da Silveira, Minas Shopping e Floramar. Na Cidade Industrial, Vila Oeste, Santa Inês, São Gabriel e Minas Shopping não há telefones rebaixados para deficientes. Precariedade que salta aos olhos De longe, a grande armação de concreto cinzento impressiona pelo porte. Mas, ao chegar perto e entrar na Estação Vilarinho, em Venda Nova, a admiração dá lugar à impressão de abandono. “Nossa. É um lugar grande, mas é tão vazio, não é?”, constata a técnica em enfermagem Luciana Rosa, 30 anos, que foi ao local com o filho de 5 anos, e o companheiro, o desempregado Wellington Magno Oliveira Matias, 21 anos. O trio pegaria o metrô até a estação Eldorado, em Contagem, e depois um ônibus para chegar a Betim, onde moram, na RMBH. Não foi apenas o contraste entre o tamanho da estrutura e sua ocupação que os impressionou. Por todo trajeto há amostras de abandono. A estação foi projetada para receber 100 mil pessoas diariamente, mas, num dia de semana, as roletas registram uma média de 10 mil passageiros de ônibus e 27 mil de metrô, sendo que a maioria usa ambos os meios de transporte, o que acaba registrando duas vezes, nessa conta. Logo na entrada Sul da estação o trio se depara com o descaso. Do teto do prédio, infiltrações das chuvas empenaram e destruíram boa parte do balcão de informações da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). As duas escadas rolantes que levam ao nível elevado onde fica a passarela sobre a Avenida Vilarinho estão estragadas. Os três precisaram subir os degraus como os demais usuários fazem todos os dias. Depois percorreram a passarela e observaram os acessos projetados para um shopping. As rampas sofreram erosão provocadas pela enxurrada, que escavou buracos profundos no concreto. Brita, lama, areia e pilhas de pedras para calçamento se perdem e precisarão ser repostas. A travessia seguinte é por uma área aberta, onde a empresa BRMalls vai construir um shopping e 2 mil vagas de estacionamento. Estava repleta de poças de água que, além de molhar os pés, logo abaixo daquela estrutura, onde ficam as plataformas de embarque, pingam sem parar sobre os passageiros. À noite o problema é a iluminação. Apenas seis postes precários foram instalados e recebem energia de cabos embolados e trançados ao longo do caminho e também na parede do prédio, como verdadeiras gambiarras. De acordo com a CBTU, esses prejuízos constantes ocorrem devido à falta da construção do centro de compras naquele espaço. Como não foi erguida sequer uma parede de tijolos, a estrutura ficou exposta. CBTU e a empresa vencedora da licitação discutem vários termos na Justiça, e há informações de que costuram um acordo, mas não há prazo para a retomada do empreendimento. A empresa foi procurada, mas não retornou a ligação até o fechamento desta edição. A CBTU faz estudos e toma medidas paliativas para minimizar os impactos, com recursos públicos. E não é a primeira vez. Uma cobertura lateral, de telhas translúcidas, foi instalada logo na entrada das catracas para proteger das chuvas ao custo de R$ 140 mil, em 2007. “Como pode uma obra dessas, se perder no tempo”, disse Luciana. Fonte: Hojeemdia. Veja o vídeo abaixo
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Shopping não foi construído e integração do metrô com o DER ficou no papel; cenário é de um prédio-fantasma
