Blog Léo Quintino
| Afinal, onde está a minha casa? |
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| Sáb, 07 de Novembro de 2009 18:07 |
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Atrás do sonho da casa própria em Belo Horizonte, ela chegou de madrugada às filas de inscrição e entrega de formulário nos postos da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em maio. Na época, estava grávida de cinco meses. O bebê, batizado como Daniel Issac, já nasceu e completa três meses nos próximos dias – mas a família ainda não tem qualquer notícia do resultado da peregrinação nas filas. “Eles não me mandaram carta, não fizeram contato, nada. Guardo o formulário de inscrição, mas estou sem entender”, diz Natália. Para completar a renda do marido de R$ 700 e ajudar no aluguel de R$ 250, ela faz salgados para fora. Depois de sete meses de lançamento do programa, nenhum contrato com construtoras foi assinado em Belo Horizonte para a construção de unidades habitacionais para famílias com renda de até três salários mínimos. Dentro dessa faixa de renda, o programa prevê construção de moradias com prestações a partir de R$ 50. Em Minas Gerais, o programa já beneficiou 12.378 famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 4.650) e contratou R$ 761,9 milhões até outubro. Afinal, a baixa renda terá mesmo uma casa?A construção de moradias na capital esbarra no valor autorizado pelo governo para a construção dos apartamentos: R$ 46 mil. As construtoras querem que esse valor chegue mais próximo dos desembolsos autorizados para o Rio de Janeiro e São Paulo, de R$ 51 mil e R$ 52 mil, respectivamente. A PBH pretende resolver o impasse com o projeto de Lei 728/09, que tramita na Câmara Municipal. O projeto prevê incentivos para a construção das moradias de baixa renda, como o complemento de verba de R$ 70 milhões. “Discutimos ainda pequenas alterações, como doação de terrenos, incentivos fiscais e a chance de ex-propriedades privadas poderem ser usadas como áreas para construção de moradias”, afirmou ontem o prefeito, Márcio Lacerda. “E, até o fim do ano, pretendemos assinar contrato para a construção de 400 unidades em Caeté, em investimentos de R$ 18 milhões”, afirma Roberto Braga de Souza, sócio-proprietário da Raro. Ele afirma que a construtora tem interesse também em unidades na região de Ribeirão das Neves. A Prefeitura de Contagem assinou em julho contrato para a construção de 288 apartamentos, com área média de 42 metros quadrados e R$ 13,2 milhões em investimento. O Minha casa, minha vida prevê a construção de 1 milhão de moradias nos próximos anos, sendo 400 mil destinadas às famílias com renda de até três salários mínimos, 400 mil para as famílias com renda entre três e seis salários e 200 mil para os que têm rendimentos entre seis e 10 salários mínimos. Para esta última faixa de renda, A procura chegou a crescer 50% nos financiamentos em maio deste ano e foi recorde histórico de demanda e vendas nas empresas. |
| Última atualização em Sáb, 07 de Novembro de 2009 18:26 |



Programa Minha casa, minha vida, do governo federal, continua sem conseguir atingir famílias com renda de até três salários mínimos, público que mais precisa de moradia
