Blog Léo Quintino
| Farra das passagens com dinheiro público |
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| Por Quintino |
| Qui, 23 de Abril de 2009 09:39 |
21 mineiros fizeram 137 voos internacionaisCâmara gastou R$ 4,7 milhões para arcar com 1.885 viagens em 21 meses Dos 53 deputados federais mineiros, 21 utilizaram as cotas de passagens aéreas a que têm direito para fazer viagens internacionais entre janeiro de 2007 a outubro de 2008. A prática foi usada por cerca de 40% dos parlamentares eleitos pelo Estado, parcela menor que o total da Câmara dos Deputados, 51%, conforme apurou o site Congresso em Foco. Em tese, a cota de bilhetes serve para custear os deslocamentos dos parlamentares de Brasília para seus Estados. Como eles acumularam créditos correspondentes às viagens que não fizeram às suas bases, trocaram por passagens internacionais. E quem tira proveito dessa prática não são só os deputados, mas seus parentes e amigos. Entre os mineiros, o campeão na farra das viagens ao exterior é o deputado George Hilton (PP), que, em 21 meses, emitiu 27 bilhetes. Em seguida, com 16 passagens emitidas, aparece João Magalhães (PMDB). A também peemedebista Maria Lúcia Cardoso é a terceira da lista dos mineiros, fazendo 14 viagens ao exterior. Depois, vem Paulo Piau (PPS), com 12 passagens. Os destinos preferidos dos mineiros foram as cidades de Nova York e Miami, nos Estados Unidos, e as capitais da Argentina, Buenos Aires, e do Uruguai, Montevidéu. As europeias Paris, Londres e Frankfurt também estão entre os destinos dos deputados. Segundo o Congresso em Foco, 17 parlamentares emitiram mais de 20 viagens no período. No total, nada menos que 1.885 viagens internacionais foram feitas com a verba extra por 261 dos 513 deputados. E o custo para os cofres públicos com as passagens foi alto: R$ 4,7 milhões, sendo R$ 3 milhões o valor dos bilhetes e R$ 1,7 milhão os pagamentos de taxas de embarque. Uma média de gastos de R$ 226,9 mil mensais. Posição. Para a maioria dos parlamentares mineiros citados na lista, excessos como a distribuição de passagens aéreas para o exterior entre familiares ocorriam com o aval do regimento da Casa. "Isso não é um fato novo e ocorre da mesma forma com o conhecimento de todos, inclusive da imprensa, há pelo menos 40 anos", alegou o deputado Fábio Ramalho (PV-MG). O primeiro secretário da Câmara, Rafael Guerra (PSDB-MG), que emitiu quatro bilhetes no período levantado, elogiou a restrição adotada ontem pela Mesa da Casa, mas criticou o fato de a decisão ser tomada sob pressão. "Se os abusos ocorriam, eram legais. A norma da Casa permitia", afirmou. (com Murilo Rocha) Fonte: o tempo |
| Última atualização em Qui, 23 de Abril de 2009 11:24 |





